O golpe de 1964 marcou o início de uma nova política para a classe trabalhadora. A ditadura não queria acabar com os sindicatos, mas transformá-los em parceiros do Ministério do Trabalho na aplicação das políticas trabalhistas. A falta de liberdade de organização estava na ordem do dia. Os sindicatos sofreram intervenções e seus líderes foram perseguidos. Muitas vezes, os técnicos do Ministério alertaram sobre as irregularidades dos procedimentos, mas os funcionários do alto escalão ignoraram e decidiram agir politicamente, manobrando para eliminar as opiniões contrárias.
O Ministério do Trabalho batalhou com outros ministérios para que sua autoridade e atividades não fossem diminuídas. Algumas contendas foram perdidas, especialmente envolvendo a questão do reajuste salarial. Em outras situações, o Ministério permitiu que as Forças Armadas assumissem atribuições suas. No entanto, alguns projetos e programas do governo só foram possíveis quando o Ministério do Planejamento conseguiu colocar um colaborador como ministro do Trabalho. A aprovação do FGTS e a unificação da Previdência Social são exemplos dessa união.
O livro analisa essas disputas, os projetos e programas do primeiro governo da ditadura militar, mostrando que o regime criou um modelo para enquadrar a ação sindical. Para tanto, retiraram direitos e reprimiram quem estava no caminho.
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