Chão de Escola

Chão de Escola #56: Fábrica Ocupada Flaskô: a história de uma fábrica sem patrão!

27 DE ABRIL DE 2026

             Abner Luiz da Costa Ribeiro, mestre em Ensino de História pela Unicamp, professor de História da rede estadual de São Paulo e da rede municipal de Mogi Mirim

Apresentação da atividade

Segmento: 3ª série do Ensino Médio

Unidade Temática: Mundo do Trabalho

Objetivo geral: Conhecer a história de luta e resistência dos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô durante os anos de seu funcionamento.

Objetivos específicos:

– Analisar as relações de produção, capital e trabalho em diferentes territórios, contextos e culturas;

– Discutir o papel dessas relações na construção, consolidação e transformação das sociedades na contemporaneidade;

– Compreender o papel da memória dos atores sociais envolvidos na luta;

– Refletir sobre a tática da ocupação como elemento de resistência utilizada em diversos movimentos sociais.

Habilidades a serem desenvolvidas (de acordo com a BNCC).

(EM13CHS401) “Identificar e analisar as relações entre sujeitos, grupos e classes sociais diante das transformações técnicas, tecnológicas e informacionais e das novas formas de trabalho ao longo do tempo, em diferentes espaços e contextos.”

(EM13CHS403) “Caracterizar e analisar os impactos das transformações tecnológicas nas relações sociais e de trabalho próprias da contemporaneidade, promovendo ações voltadas à superação das desigualdades sociais, da opressão e da violação dos Direitos Humanos.”

AulasPlanejamento
 1 (50 min.)Apresentando a Fábrica Ocupada Flaskô
 2 (50 min.)Debate: Condição dos trabalhadores no mundo atual
 3 (50 min.)Memória de trabalhadores
4 (50 min.)Ocupar é resistir: outras formas de ocupação

Duração da atividade: 04 aulas de 50 minutos

Conhecimentos prévios:

Noções acerca da Revolução Industrial; divisão da sociedade em classes sociais (burguesia x proletariado); formas de lutas da classe operária (greves, sindicatos, dentre outras); história política do Brasil contemporâneo.

Atividade

Recursos: material impresso, documentos da Flaskô, websites, quadro, vídeos do Youtube.

Fonte: Guia de Visita à Fábrica Ocupada Flaskô. Sumaré: Editora CEMOP, 2015.
Fonte: Flaskô: uma fábrica ocupada pelos trabalhadores. Sumaré: Editora CEMOP, s/d.
Fonte: Visita à Flaskô: uma fábrica ocupada pelos trabalhadores. Sumaré: Editora CEMOP, s/d.

Bibliografia e Material de apoio:

VÍDEOS:

COLOMBINI, Flávio; ALONSO, Beatriz. Lute como uma menina. Youtube, 9 de novembro de 2016. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8OCUMGHm2oAAcesso em: 10/11/2024.

ORRÚ, Drielly et al. Flaskô: donos do próprio suor. Youtube, 3 de abril de 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Lu9g8OjC4tU. Acesso em: 09/09/2024.

FONTES:

CENTRO DE MEMÓRIA OPERÁRIA E POPULAR. Flaskô: uma fábrica ocupada pelos trabalhadores. Sumaré: Editora CEMOP, s/d.

CENTRO DE MEMÓRIA OPERÁRIA E POPULAR. Guia de Visita à Fábrica Ocupada Flaskô. Sumaré: Editora CEMOP, 2015.

CENTRO DE MEMÓRIA OPERÁRIA E POPULAR. Visita à Flaskô: uma fábrica ocupada pelos trabalhadores. Sumaré: Editora CEMOP, s/d.

BIBLIOGRAFIA

DELMONDES, Camila. Flaskô: fábrica ocupada. Campinas: PUC Campinas, 2009.

Entrevista de Manoel Carvalho, concedida ao autor em 27 de abril de 2024. 

Entrevista de Osvaldo Neto, concedida ao autor em 12 de junho de 2024.

NASCIMENTO, Janaina. Fábrica quebrada é fábrica ocupada. Fábrica ocupada é fábrica estatizada: a luta dos trabalhadores da Cipla e Interfibra para salvar 1000 empregos. s.1.: s. Ed., 2004.

PIMENTA, Ricardo. Retalhos de memória: lembranças de operários têxteis sobre identidade e trabalho. Jundiaí: Paco Editorial, 2012.

ROMITO, Gabriel. Flaskô: a história de uma fábrica ocupada no Brasil. São Paulo: Editora Dialética, 2021.

VERAGO, Josiane. Fábricas ocupadas e controle operário: Brasil e Argentina (2002-2010). Sumaré: Edições CEMOP, 2011.


Créditos da imagem de capa:


Chão de Escola

Nos últimos anos, novos estudos acadêmicos têm ampliado significativamente o escopo e interesses da História Social do Trabalho. De um lado, temas clássicos desse campo de estudos como sindicatos, greves e a relação dos trabalhadores com a política e o Estado ganharam novos olhares e perspectivas. De outro, os novos estudos alargaram as temáticas, a cronologia e a geografia da história do trabalho, incorporando questões de gênero, raça, trabalho não remunerado, trabalhadores e trabalhadoras de diferentes categorias e até mesmo desempregados no centro da análise e discussão sobre a trajetória dos mundos do trabalho no Brasil.
Esses avanços de pesquisa, no entanto, raramente têm sido incorporados aos livros didáticos e à rotina das professoras e professores em sala de aula. A proposta da seção Chão de Escola é justamente aproximar as pesquisas acadêmicas do campo da história social do trabalho com as práticas e discussões do ensino de História. A cada nova edição, publicaremos uma proposta de atividade didática tendo como eixo norteador algum tema relacionado às novas pesquisas da História Social do Trabalho para ser desenvolvida com estudantes da educação básica. Junto a cada atividade, indicaremos textos, vídeos, imagens e links que aprofundem o tema e auxiliem ao docente a programar a sua aula. Além disso, a seção trará divulgação de artigos, entrevistas, teses e outros materiais que dialoguem com o ensino de história e mundos do trabalho.

A seção Chão de Escola é coordenada por Claudiane Torres da Silva, Luciana Pucu Wollmann do Amaral e Samuel Oliveira.

Alexandra Veras

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