O episódio #04 é sobre A Pandemia de 1918 e os mundos do trabalho. Há pouco mais de 100 anos, a pandemia da Gripe Espanhola, em 1918, aterrorizou o planeta, causando milhares de mortes em todo o globo. Nosso programa hoje procura entender o que foi essa pandemia, como o Brasil lidou com ela e como a gripe espanhola afetou os mundos do trabalho em nosso país. Quem responde essas perguntas é a historiadora Liane Bertucci, professora da Universidade Federal do Paraná e especialista em história social da saúde.
Produção: Deivison Amaral, Heliene Nagasava, Paulo Fontes e Yasmin Getirana.
Roteiro: Heliene Nagasava e Paulo Fontes.
Apresentação: Yasmin Getirana.

O episódio #03 é sobre os 100 anos da Organização Internacional do Trabalho, a OIT. Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial e fazendo parte do acordo de Versalhes, a OIT tinha como objetivo padronizar e pacificar as relações de trabalho no mundo, de diferentes correntes. A trajetória do órgão e a sua relação com o Brasil serão temas da nossa conversa com o historiador argentino e professor da Universidade Federal Fluminense, Norberto Ferreras.
Produção: Deivison Amaral, Heliene Nagasava, Paulo Fontes e Yasmin Getirana.
Roteiro: Heliene Nagasava e Paulo Fontes.
Com a colaboração de Isabelle Pires, Philip Mazza Guimarães, Renata Moraes, Thompson Alves, Yasmin Getirana.
Apresentação: Yasmin Getirana.

O episódio #01 é sobre o Ministério do Trabalho, que foi fundado em 1930, durante o governo de Getulio Vargas, e extinto em janeiro de 2019, na reforma ministerial do governo de Jair Bolsonaro. Para falar sobre isso convidamos a historiadora especialista no tema, e servidora do Arquivo Nacional, Heliene Nagasava, e o historiador e professor da UFRJ, Paulo Fontes.

Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Roteiro e Produção: Deivison Amaral, Heliene Nagasava e Yasmin Getirana.

Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ, que tem como objetivo discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da história social do trabalho.

 O episódio #24 do Vale Mais é sobre Precarização do trabalho e superexploração.

Neste episódio conversamos com Alexsandro Magalhães Pinto que é mestre pela Universidade Federal Fluminense tendo defendido a dissertação intitulada “Precarização e Informalidade no Setor Vestuário de Nova Friburgo/RJ – As Condições de Vida e Trabalho das Costureiras no Tempo Presente (2003-2016)”, sob orientação da professora Virgínia Fontes (UFF), e desde 2021 é doutorando pela mesma instituição.
Em seu trabalho de conclusão do curso de História também na UFF, Alexsandro abordou o processo de desindustrialização em Nova Friburgo focalizando os casos dos setores têxteis e de vestuário. Desenvolvendo seu interesse pelo tema, no mestrado, concentrou-se no trabalho das costureiras da cidade com ênfase em questões raciais entre 2003 e 2016. Ao recuar no tempo, o autor percebe que desde o pós-abolição, as mulheres negras já estavam presentes nas primeiras fábricas têxteis da cidade demonstrando que elas perpassaram o processo de industrialização e desindustrialização de Nova Friburgo.
Alexsandro nos conta que devido a uma demissão em massa de uma grande fábrica de vestuário da cidade na década de 1990, centenas de costureiras ficaram desempregadas. Diante de tal situação, elas se organizaram em cooperativas, compraram suas próprias máquinas e passaram a trabalhar em suas residências. Nesse contexto de desindustrialização, Nova Friburgo fica conhecida como um polo de produção de moda íntima, visto que essas pequenas cooperativas passaram a se dedicar a abastecer o mercado interno.
Impactado pela pandemia e a impossibilidade de pesquisar em arquivos e fazer entrevistas presenciais, o autor teve se adequar às restrições do período e optou por analisar fontes do IBGE, dados do DIEESE e utilizou entrevistas semiestruturadas por meio da plataforma Google Forms. Com as informações obtidas, Alexsandro Pinto considera que configurava-se no setor de vestuário de Nova Friburgo o que é possível chamar de superexploração do trabalho.

Neste episódio conversamos com a historiadora Francielle Aparecida Uchak que recentemente defendeu sua dissertação de mestrado intitulada “Trabalhadores e Trabalhadoras do Frigorífero Matarazzo em Jaguariaíva (PR): cotidiano, experiência e resistência (1920-1940) pela Universidade Federal Fluminense (UFF) sob a orientação da professora Laura Antunes Maciel.

Fracielle defendeu em 2020 a dissertação na qual busca analisar as experiências de trabalho e atuação dos trabalhadores e trabalhadoras que exerceram suas funções entre as décadas de 1920-1940 no Frigorífico de suínos da Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, na cidade de Jaguariaíva no Paraná.
A partir de diferentes tipologias de fontes, incluindo inquéritos policiais de acidentes de trabalho e processos trabalhistas, sua análise se concentra nas relações de trabalho, na vida cotidiana de homens, mulheres e crianças, bem como suas lutas e resistências dentro e fora dos espaços fabris. Nesse itinerário, a relação dos trabalhadores e trabalhadoras com as leis e a Justiça do Trabalho ganha especial destaque em sua análise.

Ao tratar de sua prática como historiadora, a entrevistada nos conta que seu interesse na História social do trabalho se deu, principalmente, a partir de seus contatos com a obra “Costumes em Comum” de E. P. Thompson, assim como de outros autores que foram direcionando seu olhar para outros objetos e problemas de pesquisa

Na parte final da entrevista, Fracielle chama a atenção para a presença dos trabalhadores negros nas indústrias do Paraná na primeira metade do século XX, revelando assim especificidades dos mundos do trabalho e dos trabalhadores em uma cidade em que esses sujeitos têm sido, pela própria historiografia regional, silenciados. 

As discussões historiográficas acerca do pós-abolição e a constituição dos mundos do trabalho fabril não são recentes no Brasil, bem como a compreensão da mão de obra escravizada, anteriormente, como trabalhadora. No entanto, novas pesquisas e abordagens visam reexaminar essas aproximações entre a classe trabalhadora oitocentista e classe trabalhadora fabril […]

É com grande satisfação que chegamos aos 1100 seguidores em nosso Instagram! Nós estamos presentes nas principais mídias sociais divulgando conteúdos produzidos semanalmente em nosso site, Lehmt.org, visando atingir públicos diversos. É prazeroso poder compartilhar com vocês variadas produções acerca da história social do trabalho. Como forma de agradecimento a […]

Coordenador Paulo Fontes é professor da UFRJ e doutor em História Social pela Unicamp. Suas áreas de pesquisa são: sindicalismo, movimentos sociais, cultura operária, migrações internas e (des)industrialização. É atualmente pesquisador, na categoria Produtividade em Pesquisa, do CNPq. E-mail: pfontes@mandic.com.br http://lattes.cnpq.br/4060905545836377 #PauloFontes Editores de conteúdo Deivison Gonçalves Amaral é professor da […]