Vale Mais #04 – A Pandemia de 1918 e os mundos do trabalho


Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ. O objetivo é discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da perspectiva da história social.

O episódio #04 é sobre A Pandemia de 1918 e os mundos do trabalho.

Há pouco mais de 100 anos, a pandemia da Gripe Espanhola, em 1918, aterrorizou o planeta, causando milhares de mortes em todo o globo. Nosso programa hoje procura entender o que foi essa pandemia, como o Brasil lidou com ela e como a gripe espanhola afetou os mundos do trabalho em nosso país.

Quem responde essas perguntas é a historiadora Liane Bertucci, professora da Universidade Federal do Paraná e especialista em história social da saúde.

Produção: Deivison Amaral, Heliene Nagasava, Paulo Fontes e Yasmin Getirana.
Roteiro: Heliene Nagasava e Paulo Fontes.
Apresentação: Yasmin Getirana.

Créditos da Imagem de Capa : Hospital de Campanha no Kansas, Estados Unidos, durante a pandemia da Gripe Espanhola em 1918. Foto: Alamy.

Labuta #11 O que é história social do trabalho? – Entrevista com Angela de Castro Gomes – Parte 1


Angela de Castro Gomes é uma das mais reconhecidas historiadoras do país. É pesquisadora 1A do CNPq. Graduada em História pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado e doutorado em Ciência Política pelo IUPERJ. É professora titular aposentada de História do Brasil da Universidade Federal Fluminense e é Professora Emérita do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas, onde trabalhou de 1976 a 2013. Foi Pesquisadora Visitante Sênior Nacional na Unirio (2014-2020). Publicou dezenas de livros e artigos, com destaque para Burguesia e Trabalho: política e legislação social no Brasil (1917-1937) (Campus, 1979); A invenção do trabalhismo. (Vértice, 1988); Cidadania e direitos do trabalho (Jorge Zahar, 2002); A Justiça do Trabalho e sua história (com Fernando T. da Silva, Editora Unicamp, 2013); e Trabalho escravo contemporâneo: tempo presente e usos do passado (com Regina Guimarães Neto, Editora FGV, 2018).

A Parte 2 será publicada em maio de 2020.

Direção, Roteiro e Produção: Deivison Amaral, Heliene Nagasava e Paulo Fontes.
Ano de produção: 2020
Duração: 13’54’’

Labuta é um canal de vídeos do LEHMT sobre história, trabalho e sociedade.
A série “O que é história social do trabalho?” inaugura o Labuta. Durante o ano de 2019, publicaremos a série, que tem por objetivo apresentar o campo de estudos da história social do trabalho a partir de entrevistas com especialistas.

www.lehmt.org
Produção do LEHMT – Laboratório de Estudos da História dos Mundos do Trabalho da UFRJ

Chamada para publicação de artigo em Dossiê Temático “Mundos do Trabalho”

A Revista Cantareira – periódico do corpo discente da Universidade Federal Fluminense – convida à chamada de artigos para o dossiê Mundos do Trabalho.

Diante da pluralidade do campo, o dossiê abre chamada para trabalhos que busquem discutir as diferentes experiências históricas do trabalho, trabalhadores e seus marcadores sociais, as formas de produção, seus espaços de sociabilidade e cultura, e sua organização de classe e participação política, assim como o seu relacionamento com as instituições, em períodos democráticos ou ditatoriais.

O dossiê é organizado por Clarisse Pereira, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História da UFF, e Heliene Nagasava, doutoranda do CPDOC/FGV e membro do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho (LEHMT/UFRJ)

Prazo de recepção dos trabalhos: 20 de julho de 2020.

Para maiores informações, acessar: https://periodicos.uff.br/cantareira/announcement/view/359

“O futuro promete?”: resenha de filmes sobre os mundos do trabalho

Em tempos de aumento da precarização do trabalho, alguns filmes retrataram essa dinâmica e são o objeto da resenha feita por Renata Moraes, professora do departamento de história da UERJ e pesquisadora do LEHMT, e publicada em 2020, no site da HH magazine. O ganhador do Oscar de melhor documentário, American Factory, é o ponto de partida para pensar as mudanças nas relações de trabalho atuais. A resenha também aborda o recém lançado filme do premiado cineasta britânico Ken Loach, Você não estava aqui, uma ficção baseada em fatos reais e no mundo dos entregadores de mercadorias. O trabalho no Brasil é tratado no documentário de Marcelo Gomes, Estou me guardando para quando o carnaval chegar, que aborda o cotidiano de uma cidade no interior de Pernambuco, grande produtora de jeans. A resenha “‘O futuro promete’: a precarização do trabalho nas telas do cinema” é uma reflexão sobre o porvir que tende a ser ainda pior para os trabalhadores, principalmente diante de um discurso de empreendedorismo e redução de direitos no trabalho.

Link para a resenha https://hhmagazine.com.br/o-futuro-promete-a-precarizacao-do-trabalho-nas-telas-do-cinema/ 

Crédito da imagem de capa: American Factory. Netflix.

Dossiê História do Trabalho e trabalhadores: dimensões políticas, econômicas e sociais

A Revista Ars Histórica, do corpo discente do programa de pós-graduação em História Social da UFRJ, acaba de publicar seu número 19 com um dossiê intitulado “História do Trabalho e trabalhadores: dimensões políticas, econômicas e sociais”. Isabelle Pires e Yasmin Getirana, pesquisadoras do LEHMT, fazem parte do conselho editorial da revista.O dossiê conta com apresentação de Paulo Fontes, professor do IH-UFRJ e coordenador do LEHMT.Os artigos do dossiê tratam de uma variedade de temas e contextos: trabalhadores/as entre o controle, a repressão, a vigilância e o duro cotidiano de trabalho no período da ditadura militar; os processos de construção de gênero entre as operárias de um estabelecimento industrial no Sul do país; o trabalho escravo abordado sob a perspectiva de suas especialidades e “qualificações”; o clássico tema da relação entre os trabalhadores e as lideranças políticas reatualizado para o contexto local da cidade do Rio de Janeiro nos anos 1930; dentre outras temáticas. A qualidade das pesquisas, a diversidade dos temas e a pluralidade de abordagens são mais uma demonstração da vitalidade e do potencial da historiografia do trabalho brasileiro neste momento tão decisivo de nossa história.

Artigo ‘O testemunho audiovisual e imaginário da cultura negra’ – Samuel Oliveira

Samuel Silva Rodrigues de Oliveira, membro do LEHMT, e Roberto Carlos da Silva Borges, ambos professores do CEFET-RJ, publicaram o artigo “O testemunho Visual e imaginário da cultura negra” no livro Alteridade em Tempos de Incerteza: escutas sensíveis organizado por Miriam Hermeto, Gabriel Amato, Carolina Delamore da editora Letra e Voz. O livro foi publicado no final de 2019.

O artigo é um dos resultados de pesquisa coordenada pelos autores sobre a história e memória do cinema negro no Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais do CEFET-RJ. É também parte de um esforço mais geral de vários campos historiográficos, entre os quais a história social do trabalho, da escravidão e do pós-abolição em produzir conteúdos para um público amplo. Na área do audiovisual, os historiadores estabeleceram diálogos com outros atores, redefiniram a recepção de suas narrativas, ao criarem estratégias de produção e distribuição, e disputaram perspectivas de olhar o passado com outros agentes sociais que também produziram documentários.

O artigo em questão analisa e apresenta a mostra de documentários sobre a cultura negra produzidos por historiadores, antropólogos, cineastas e pela televisão pública brasileira. 

Link para venda do livro: https://www.letraevoz.com.br/produtos/alteridades-em-tempos-de-incerteza-escutas-sensiveis-miriam-hermeto-gabriel-amato-e-carolina-dellamore/

Labuta #10 O que é história social do trabalho? – Entrevista com Antonio Luigi Negro


Antonio Luigi Negro é Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, onde leciona desde 2002. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (1989), mestrado em História Social (1995) e doutorado em História Social (2001), ambos pela Universidade Estadual de Campinas. Foi Editor da Revista Brasileira de História de 2015 a 2017. Publicou, entre outros livros, Linhas de Montagem: o Industrialismo Nacional-Desenvolvimentista e a Sindicalização dos Trabalhadores (Boitempo, 2004), As Peculiaridades dos Ingleses e Outros Artigos (com Sergio Silva, Editora da Unicamp, 2001), e Na luta por direitos (com Paulo Fontes, Hélio da Costa e Fernando Teixeira da Silva, Editora da Unicamp, 1999). 

Direção, Roteiro e Produção: Deivison Amaral, Heliene Nagasava e Paulo Fontes.
Ano de produção: 2020
Duração: 13’23’’

Labuta é um canal de vídeos do LEHMT sobre história, trabalho e sociedade.
A série “O que é história social do trabalho?” inaugura o Labuta. Durante o ano de 2019, publicaremos a série, que tem por objetivo apresentar o campo de estudos da história social do trabalho a partir de entrevistas com especialistas.

www.lehmt.org
Produção do LEHMT – Laboratório de Estudos da História dos Mundos do Trabalho da UFRJ

Livro “História escrita, história vivida” reúne debates sobre memórias, movimentos sociais e formas de repressão na ditadura militar

Ao final do ano de 2019, foi lançado o livro História escrita, história vivida: movimentos sociais, memória e repressão política na ditadura militar brasileira. Publicada pela editora Lamparina, a obra reúne pesquisadores e pesquisadoras que estudam sobre a ditadura militar no estado do Rio de Janeiro.

A coletânea, organizada pelos professores Jean Rodrigues Sales, Luís Edmundo Moraes, Marcos Bretas e Abner Sótenos, teve origem em um projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), por meio do edital de apoio ao estudo de temas relacionados ao direito à memória, à verdade e à justiça, relativas às violações de direitos humanos. Intitulado O testemunho como janela, este projeto buscou analisar o perfil dos atingidos pela ditadura militar e a estrutura repressiva existente em território fluminense a partir dos testemunhos prestados à Comissão de Reparação do Estado do Rio de Janeiro. Um balanço sobre este projeto, em forma de notas de pesquisa, encontra-se logo no início do livro, seguido de mais cinco capítulos sobre temas que dialogam em alguma medida com o projeto.

O segundo capítulo, por exemplo, foi escrito por Felipe Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e também integrante do LEHMT. Neste texto, intitulado  “A Revolução conseguiu desbaratar todos os revolucionários”: repressão aos trabalhadores e rearticulação das forças políticas frente ao golpe de 1964,o autor retoma reflexões de sua tese de doutorado, defendida em 2015, analisando as relações entre trabalhadores, sindicatos e partidos políticos frente ao governo autoritário recém-instaurado.

Como destacam os organizadores do livro em sua apresentação: “em um momento no qual setores da sociedade defendem o retorno do autoritarismo, as reflexões sobre tais temas tornam-se cada vez mais urgentes e relevantes”.

O livro História escrita, história vividaencontra-se disponível nas principais livrarias e também no site da editora Lamparina.

Artigo ‘A Comissão Nacional de Bem-estar Social: planejamento estatal e política social, 1951-1954’ – Samuel Oliveira

O artigo escrito pelo historiador e pesquisador do LEHMT Samuel Oliveira (CEFET-RJ/PPRER) analisa a Comissão Nacional de Bem-Estar Social (CNBS). Instituída no Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, entre 1951 e 1954, tinha como proposta unificar e reformar os serviços de assistência social, habitação, alimentação, saúde e previdência para os trabalhadores urbanos assalariados, “rurícolas” e favelados. Na CNBS, destacava-se, direta e indiretamente, o tema da expansão dos direitos sociais no campo e a relação entre a expansão “desenvolvimento” econômico e o problema da “marginalidade social”.

Ao contrário da expectativa contemporânea, em que o Ministério do Trabalho foi extinto e os direitos sociais são foco de sucessivas reformas e restrições justificadas pela “crise fiscal” e pela agenda neoliberal, o pós-Segunda Guerra experimentou um período de avanço dos direitos sociais no mundo. Assim como outras comissões formadas durante o governo de Getúlio Vargas entre 1951 e 1954, a CNBS reunia um conjunto de intelectuais e especialistas que investigavam a realidade social brasileira e participavam das discussões internacionais promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e suas agências sobre o planejamento estatal de um “Estado de Bem-Estar Social”.

O texto analisa o acervo da CNBS no Arquivo Privado de Alzira do Amaral Peixoto Vargas (APAAPV), sob guarda do Centro de Pesquisa e Documentação em História do Brasil (CPDOC-FGV). Na historiografia do período, a comissão e o acervo documental associado a mesma não havia sido estudada ainda por outros pesquisadores que priorizam a compreensão das “crises” do governo de Vagas e as relações entre sindicatos e o jogo político partidário do “populismo”.

Link para o artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702019000900147&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Crédito da foto de capa: Alzira Vargas do Amaral Peixoto, José Segadas Viana, Arnaldo Sussekind, Ernesto Simões Filho em Conferência do Quitandinha, na Comissão Nacional de Bem-Estar Social. Classificação: AVAP foto 073 (fotos 2). Arquivo Alzira Vargas do Amaral Peixoto (AVAP). Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV)

Artigo “Encenando a modernidade no Rio de Janeiro e em Buenos Aires: o trabalho artístico como promoção da identidade nacional” – Flavia Veras

Flavia Veras, pesquisadora do LEHMT, publicou o artigo “Encenando a modernidade no Rio de Janeiro e em Buenos Aires: o trabalho artístico como promoção da identidade nacional” no volume 13 (número 2) da Revista de História Comparada do Programa de Pós-Graduação em História Comparada (UFRJ) de 2019.

O artigo traz uma reflexão sobre o mercado de diversões no Rio de Janeiro e em Buenos Aires na primeira metade do século XX, propondo pensar como o estudo desse setor pode contribuir para o debate sobre a identidade nacional em cada um dos espaços.