Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ, que tem como objetivo discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da história social do trabalho.
“Vozes comunistas” é uma série especial do Vale Mais, podcast do LEHMT/UFRJ. Nessa série homenageamos o centenário do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e divulgamos áudios que permitem uma reflexão sobre as fortes e complexas relações entre o partido e os mundos do trabalho ao longo da história do país. A cada quinze dias, um trecho de uma entrevista de antigos sindicalistas, lideranças operárias e camponesas ou mesmo trabalhadores/as de base conta um pouco da história do PCB e sua importância para a história do trabalho no Brasil. Pesquisamos áudios em acervos públicos e particulares de todo o país, que serão apresentados por pesquisadores e historiadores especialistas na trajetória do partido. Em nosso décimo segundo episódio, apresentamos trechos de uma entrevista com o dirigente sindical Raphael Martinelli. Ferroviário paulista, Martinelli foi uma das principais lideranças dessa categoria nos anos 1950 e 60. Além de diretor da Federação Nacional dos Ferroviários, foi um dos líderes do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). No trecho que ouviremos, Martinelli fala sobre a greve da paridade em 1960 que paralisou os trabalhadores de transporte em todo o país. Fala ainda da organização do PCB nas bases ferroviárias e do contexto que antecedeu o golpe de 1964. Essa voz comunista é apresentada pelo historiador Murilo Leal (Unifesp).
Projeto e execução: Ana Clara Tavares, Felipe Ribeiro, Larissa Farias e Paulo Fontes Apoio: Centro de Documentação e Imagem da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Agradecemos às instituições e pesquisadores que gentilmente colaboraram com nosso projeto
Referência da entrevista: Entrevista Raphael Martinelli. 16 de junho de 2017. Entrevistador: Murilo Leal. Arquivo pessoal de Murilo Leal.
Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora –
Vale Mais
Está no ar mais um episódio do Vale Mais, o podcast do LEHMT-UFRJ.
Nesta temporada, continuamos convidando pesquisadoras e pesquisadores para discutir projetos, livros e teses recentes que aprofundam debates interdisciplinares sobre os mundos do trabalho.
Neste episódio, conversamos com Julimar Mora Silva, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre sua tese "Cosmopolitas do Terceiro Mundo: Redes Laborais, Comunicação Militante e Culturas Transnacionais de Solidariedade entre Moçambique e o Brasil durante a Guerra Fria (1970-1980)", defendida em 2025. A tese recebeu o Premio Anual de Investigación en Estudios sobre África, da Universidad Nacional Autónoma de México e Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2026. Entre outros tópicos, Julimar apresentou as interseções entre mobilidade laboral, internacionalismo proletário e dinâmicas pós-coloniais que mapeou em sua tese.
Entrevistadores: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco
Roteiro: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco
Produção: Ana Clara Tavares e Larissa Farias
Edição: Josemberg Araújo e Thompson Clímaco
Diretor da série: Thompson Clímaco
Coordenadora geral do Vale Mais: Larissa Farias
Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ, que tem como objetivo discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da história social do trabalho.
O episódio #24 do Vale Mais é sobre Precarização do trabalho e superexploração
Neste episódio conversamos com Alexsandro Magalhães Pinto que é mestre pela Universidade Federal Fluminense tendo defendido a dissertação intitulada “Precarização e Informalidade no Setor Vestuário de Nova Friburgo/RJ – As Condições de Vida e Trabalho das Costureiras no Tempo Presente (2003-2016)”, sob orientação da professora Virgínia Fontes (UFF), e desde 2021 é doutorando pela mesma instituição. Em seu trabalho de conclusão do curso de História também na UFF, Alexsandro abordou o processo de desindustrialização em Nova Friburgo focalizando os casos dos setores têxteis e de vestuário. Desenvolvendo seu interesse pelo tema, no mestrado, concentrou-se no trabalho das costureiras da cidade com ênfase em questões raciais entre 2003 e 2016. Ao recuar no tempo, o autor percebe que desde o pós-abolição, as mulheres negras já estavam presentes nas primeiras fábricas têxteis da cidade demonstrando que elas perpassaram o processo de industrialização e desindustrialização de Nova Friburgo. Alexsandro nos conta que devido a uma demissão em massa de uma grande fábrica de vestuário da cidade na década de 1990, centenas de costureiras ficaram desempregadas. Diante de tal situação, elas se organizaram em cooperativas, compraram suas próprias máquinas e passaram a trabalhar em suas residências. Nesse contexto de desindustrialização, Nova Friburgo fica conhecida como um polo de produção de moda íntima, visto que essas pequenas cooperativas passaram a se dedicar a abastecer o mercado interno. Impactado pela pandemia e a impossibilidade de pesquisar em arquivos e fazer entrevistas presenciais, o autor teve se adequar às restrições do período e optou por analisar fontes do IBGE, dados do DIEESE e utilizou entrevistas semiestruturadas por meio da plataforma Google Forms. Com as informações obtidas, Alexsandro Pinto considera que configurava-se no setor de vestuário de Nova Friburgo o que é possível chamar de superexploração do trabalho.
Produção: Alexandra Veras, Heliene Nagasava, Isabelle Pires e Larissa Farias Roteiro: Alexandra Veras, Heliene Nagasava, Isabelle Pires e Larissa Farias Apresentação: Larissa Farias
Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora –
Vale Mais
Está no ar mais um episódio do Vale Mais, o podcast do LEHMT-UFRJ.
Nesta temporada, continuamos convidando pesquisadoras e pesquisadores para discutir projetos, livros e teses recentes que aprofundam debates interdisciplinares sobre os mundos do trabalho.
Neste episódio, conversamos com Julimar Mora Silva, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre sua tese "Cosmopolitas do Terceiro Mundo: Redes Laborais, Comunicação Militante e Culturas Transnacionais de Solidariedade entre Moçambique e o Brasil durante a Guerra Fria (1970-1980)", defendida em 2025. A tese recebeu o Premio Anual de Investigación en Estudios sobre África, da Universidad Nacional Autónoma de México e Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2026. Entre outros tópicos, Julimar apresentou as interseções entre mobilidade laboral, internacionalismo proletário e dinâmicas pós-coloniais que mapeou em sua tese.
Entrevistadores: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco
Roteiro: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco
Produção: Ana Clara Tavares e Larissa Farias
Edição: Josemberg Araújo e Thompson Clímaco
Diretor da série: Thompson Clímaco
Coordenadora geral do Vale Mais: Larissa Farias
A Série “Mundos do Trabalho e Independência” é uma parceria entre o LEHMT/UFRJ, o LEDDES/UERJ e o Laboratório de Conexões Atlânticas/PUC-Rio. Nos sete episódios da série, historiadoras e historiadores apresentam pesquisas que destacam a diversidade de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras na história da fundação do Estado nacional brasileiro.
No último episódio, a professora Ynaê Santos demonstra os ecos atlânticos do Haiti no efervescente contexto da época encerrando essa série que se dispôs a refletir sobre o bicentenário da independência em uma chave original que põe em evidência avanços fundamentais da pesquisa historiográfica recente.
Direção e Roteiro: Felipe A. Souza e Renata Moraes. Gravação e produção: Natalia Gomes e Thompson Clímaco
Ano de produção: 2022 Duração: 10’38’’
Labuta é um canal de vídeos do LEHMT sobre história, trabalho e sociedade
Neste episódio, Marilda Menezes, professora da UFABC (Universidade Federal do ABC), apresenta o livro “Errantes do fim do século”, de Maria Aparecida Moraes Silva. Publicada em 1999, a partir de pesquisa realizada no final da década de 1980, a obra trouxe para os estudos sobre o trabalho assalariado rural os eixos analíticos de gênero, classe e raça, de modo interseccionado e não hierarquizado.
Livros de Classe
Os estudantes de graduação são desafiados constantemente a elaborar uma percepção analítica sobre os diversos campos da história. Nossa série Livros de Classe procura refletir justamente sobre esse processo de formação, trazendo obras que são emblemáticas para professores/as, pesquisadores/as e atores sociais ligados à história do trabalho. Em cada episódio, um/a especialista apresenta um livro de impacto em sua trajetória, assim como a importância da obra para a história social do trabalho. Em um formato dinâmico, com vídeos de curtíssima duração, procuramos conectar estudantes a pessoas que hoje são referências nos mais diversos temas, períodos e locais nos mundos do trabalho, construindo, junto com os convidados, um mosaico de clássicos do campo.
Fernanda Oliveira Professora do Departamento de História da UFRGS Caiuá Cardoso Al-Alam Professor do curso de História-Licenciatura da UNIPAMPA
Em 1918, famílias negras da cidade de Jaguarão, fronteira com o Uruguai, fundaram o Clube 24 de Agosto. A cidade foi espaço importante no contexto de expansão da região de fronteira do antigo Império Marítimo Português e posteriormente, do estado nacional brasileiro, demarcada por uma forte presença de trabalhadores e trabalhadoras em situação de escravidão. Até meados do século XIX, era uma cidade negra e com marcante presença africana. Sua economia estava baseada principalmente na criação de gado, ao charque e produção agrícola, com destaque na prática comercial. O Rio Jaguarão estava conectado à Lagoa Mirim, que proporcionava conexão com a Lagoa dos Patos, e por sua vez, ao Oceano Atlântico. O que fez com que o território estivesse conectado com o mundo do trabalho e a diáspora atlântica africana.
A comunidade negra de Jaguarão tinha longa tradição de organização e percorria um circuito de instituições que tinham íntima relação com a Igreja Católica. No século XIX, destacou-se principalmente por meio da Irmandade Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1860, contando com pessoas escravizadas e libertas neste processo. A Irmandade, a partir das ações mutualistas, foi importante espaço de articulação de ações coletivas para a cidadania negra no contexto da escravidão. Posteriormente, a Sociedade Operária Jaguarense, fundada em 1911, vinculada à Igreja Católica com atuação no movimento operário, congregou a participação de famílias brancas, mas também de negras, sendo uma importante associação da cidade.
Em 1918, a partir da necessidade da criação de um espaço próprio de sociabilidade e afirmação cidadã das famílias negras de Jaguarão contra a segregação, era fundado o Clube 24 de Agosto, o primeiro clube negro da cidade. Sua primeira sede foi dividida com a Sociedade Operária localizada na antiga Rua da Praia, atual Avenida 20 de Setembro. Posteriormente ficou atrás da Igreja Matriz, na Rua General Marques, e por último, construída pelas próprias pessoas da comunidade entre as décadas de 1960 e 70 na Rua Augusto Leivas 217, onde se encontra até hoje. Na cidade, ainda tivemos dois outros clubes sociais negros: o Clube Recreativo Gaúcho, fundado em 1932, e o Clube Suburbanos, fundado em 1962. Os dois já extintos.
A circulação dos diretores do Clube 24 e a consequente articulação desta coletividade com outros espaços associativos da cidade, tanto vinculados diretamente aos trabalhadores quanto aqueles de cunho religioso e ou esportivo evidencia a centralidade do Clube na organização negra em Jaguarão. Ao observarmos as atas de diretoria e, sobretudo os jornais que versavam sobre a cidade, identificamos aqueles diretores presentes em espaços diretivos na Sociedade Operária, na Irmandade Nossa Senhora do Rosário, e em outras entidades, como os clubes de futebol.
O 24 de Agosto contou com espaço para festividades, celebrações, mas também com biblioteca, atividades de letramento, palestras, oficinas de trabalho e teatro. A partir da mobilização em torno de uma identidade racial negra positiva, lutavam por melhores condições de vida, educação e denunciavam o racismo.
No próprio carnaval, o papel do 24 de Agosto foi fundamental como é percebido na fundação de seu cordão carnavalesco, o União da Classe em 1924. Tido como o principal Cordão da cidade, vinculava sua nomenclatura à classe trabalhadora da comunidade que o conduzia, mas que tinha cor: era negra.
Isso era exaltado nas manifestações públicas de seus componentes e oradores, mas também na condução da festa do carnaval, sempre muito bem organizada, onde se opunham a uma ideia de incapacidade racial, imposta pelas teorias raciais cientifizadas na época. O carnaval se colocava para o União da Classe, e demais cordões negros na cidade, como referencial na luta por cidadania. O Clube ainda teve importância na vida política da cidade, com conexões junto ao Partido Republicano Riograndense . Em 1952 ajudou a fundar a União dos Homens de Cor na localidade.
O Clube tinha relações com comunidades fronteiriças, como as de Melo e Rio Branco, localizadas no Uruguai. Eram frequentes as menções à participação nas festas de comparsas, referência ao carnaval no Uruguai. Igualmente havia conexões com clubes em cidades vizinhas gaúchas. É importante lembrar que em Porto Alegre foi criado em 1872 o clube negro mais antigo do qual se tem notícia, o Floresta Aurora. Este formato ganhou as cidades da região, e nas décadas de 10 e 20 do século XX foram a marca da organização negra. Sinalizam o tempo de um pós-abolição que trazia condições de vida em liberdade bastante precárias para sujeitos negros e negras. Afinal, a justificativa para a criação dos clubes, desde o mais antigo, até aqueles criados nas primeiras décadas, dentre os quais o clube de Jaguarão, era a impossibilidade de adentrar em outros espaços sociais, ditos espaços de brancos. Coube às pessoas negras, trabalhadoras em sua maioria, criar seus espaços de sociabilidade, e dentro de seus limites viabilizar acesso à cidadania para muito além dos bailes e festas, o que nos ajuda a compreender por que tantos esforços para manter bibliotecas, estimular os estudos formais, idealizar escolas e classes de alfabetização.
Recentemente, o Clube passou por uma luta vitoriosa contra o leilão de sua sede, mobilizando a comunidade, o que culminou com o título de Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul em 2012. O Clube 24 de Agosto continua em atividade, contando como espaço para execução de bailes, atividades de educação antirracista e um acervo histórico, além de ser o espaço referencial para a organização da Semana da Consciência Negra em Jaguarão.
Cordão Carnavalesco União da Classe, provavelmente na década de 1930. Acervo do Clube 24 de Agosto.
Para saber mais:
AL-ALAM, Caiuá Cardoso. O Jaguarense no jornal A Alvorada (1932-1934): imprensa negra e política na fronteira Brasil-Uruguai. MÉTIS: história & cultura – v. 19, n. 37, p. 54-79, jan./jun. 2020.
AL-ALAM, Caiuá Cardoso; ESCOBAR, Giane Vargas; MUNARETTO, Sara Teixeira (orgs.). Clube 24 de Agosto (1918-2018): 100 anos de resistênciade um clubesocial negro nafronteira Brasil-Uruguai. Porto Alegre: ILU, 2018.
AL-ALAM, Caiuá Cardoso; OLIVEIRA, Fernanda. A comunidade negra na fronteira entre Brasil e Uruguai: uma análise sobre o Pós-Abolição por meio dos Clubes Negros de Jaguarão e Melo em meados do século XX. História Unisinos, v. 25, n. 3, p. 503-517, 2021.
BOM, Matheus Batalha. Porosas fronteiras: experiências de escravidão e liberdade nos limites do Império (Jaguarão – segunda metade do século XIX). Dissertação (mestrado) – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós-Graduação em História, São Leopoldo, 2017.
SILVA, Fernanda Oliveira da. As lutas políticas nos clubes negros: culturas negras, racialização e cidadania na fronteira Brasil-Uruguai no Pós-abolição (1870-1960). Porto Alegre: UFRGS, 2017. (Tese de Doutorado).
Crédito da imagem de capa: Famílias negras do Clube 24 de Agosto, provavelmente da década de 1920. Acervo do Clube 24 de Agosto.
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Navegue pela geolocalização dos Lugares de Memória dos Trabalhadores e leia os outros artigos:
Lugares de Memória dos Trabalhadores
As marcas das experiências dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros estão espalhadas por inúmeros lugares da cidade e do campo. Muitos desses locais não mais existem, outros estão esquecidos, pouquíssimos são celebrados. Na batalha de memórias, os mundos do trabalho e seus lugares também são negligenciados. Nossa série Lugares de Memória dos Trabalhadores procura justamente dar visibilidade para essa “geografia social do trabalho” procurando estimular uma reflexão sobre os espaços onde vivemos e como sua história e memória são tratadas. Semanalmente, um pequeno artigo com imagens, escrito por um(a) especialista, fará uma “biografia” de espaços relevantes da história dos trabalhadores de todo o Brasil. Nossa perspectiva é ampla. São lugares de atuação política e social, de lazer, de protestos, de repressão, de rituais e de criação de sociabilidades. Estátuas, praças, ruas, cemitérios, locais de trabalho, agências estatais, sedes de organizações, entre muitos outros. Todos eles, espaços que rotineiramente ou em alguns poucos episódios marcaram a história dos trabalhadores no Brasil, em alguma região ou mesmo em uma pequena comunidade.
A seção Lugares de Memória dos Trabalhadores é coordenada por Paulo Fontes.
A Série “Mundos do Trabalho e Independência” é uma parceria entre o LEHMT/UFRJ, o LEDDES/UERJ e o Laboratório de Conexões Atlânticas/PUC-Rio. Nos sete episódios da série, historiadoras e historiadores apresentam pesquisas que destacam a diversidade de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras na história da fundação do Estado nacional brasileiro.
No penúltimo episódio, a professora Wlamyra Albuquerque (UFBA) analisa a participação das mulheres negras no processo de independência a partir da memória das celebrações do 2 de julho na Bahia.
Direção e Roteiro: Felipe A. Souza e Renata Moraes. Gravação e produção: Natalia Gomes e Thompson Clímaco
Ano de produção: 2022 Duração: 4’50’’
Labuta é um canal de vídeos do LEHMT sobre história, trabalho e sociedade
A Série “Mundos do Trabalho e Independência” é uma parceria entre o LEHMT/UFRJ, o LEDDES/UERJ e o Laboratório de Conexões Atlânticas/PUC-Rio. Nos sete episódios da série, historiadoras e historiadores apresentam pesquisas que destacam a diversidade de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras na história da fundação do Estado nacional brasileiro.
No quinto episódio da série, Adriana Barreto (UFRRJ) traça um mosaico das expectativas e da atuação de trabalhadores no conjunto das grandes transformações políticas da Independência, com um olhar especificamente voltado para os homens de cor que atuavam nas tropas e milícias imperiais.
Direção e Roteiro: Felipe A. Souza e Renata Moraes. Gravação e produção: Natalia Gomes e Thompson Clímaco
Ano de produção: 2022 Duração: 13’36’’
Labuta é um canal de vídeos do LEHMT sobre história, trabalho e sociedade
Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ, que tem como objetivo discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da história social do trabalho.
“Vozes comunistas” é uma série especial do Vale Mais, podcast do LEHMT/UFRJ. Nessa série homenageamos o centenário do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e divulgamos áudios que permitem uma reflexão sobre as fortes e complexas relações entre o partido e os mundos do trabalho ao longo da história do país. A cada quinze dias, um trecho de uma entrevista de antigos sindicalistas, lideranças operárias e camponesas ou mesmo trabalhadores/as de base conta um pouco da história do PCB e sua importância para a história do trabalho no Brasil. Pesquisamos áudios em acervos públicos e particulares de todo o país, que serão apresentados por pesquisadores e historiadores especialistas na trajetória do partido. Em nosso décimo primeiro episódio, apresentamos trechos de uma entrevista com o dirigente sindical Jair Pinto de Brito. Jair foi importante liderança dos trabalhadores da indústria do petróleo da Bahia. No trecho que ouviremos, ele fala sobre sua participação na campanha do “Petróleo é Nosso” no Amazonas e de como, no início dos anos 60, o PCB o envia em uma “missão” para colaborar com a organização dos petroleiros e petroquímicos na Bahia. Fala ainda sobre a influência dos sindicalistas na direção da Petrobrás no período que antecedeu ao golpe de 1964. Essa voz comunista é apresentada pelo historiador Alex de Souza Ivo (IFBA).
Projeto e execução: Ana Clara Tavares, Felipe Ribeiro, Larissa Farias e Paulo Fontes Apoio: Centro de Documentação e Imagem da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Agradecemos às instituições e pesquisadores que gentilmente colaboraram com nosso projeto
Referência da entrevista: Entrevista Jair Pinto de Brito. 2006. Entrevistador: Alez de Souza Ivo. Arquivo pessoal de Alex de Souza Ivo.
Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora –
Vale Mais
Está no ar mais um episódio do Vale Mais, o podcast do LEHMT-UFRJ.
Nesta temporada, continuamos convidando pesquisadoras e pesquisadores para discutir projetos, livros e teses recentes que aprofundam debates interdisciplinares sobre os mundos do trabalho.
Neste episódio, conversamos com Julimar Mora Silva, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre sua tese "Cosmopolitas do Terceiro Mundo: Redes Laborais, Comunicação Militante e Culturas Transnacionais de Solidariedade entre Moçambique e o Brasil durante a Guerra Fria (1970-1980)", defendida em 2025. A tese recebeu o Premio Anual de Investigación en Estudios sobre África, da Universidad Nacional Autónoma de México e Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2026. Entre outros tópicos, Julimar apresentou as interseções entre mobilidade laboral, internacionalismo proletário e dinâmicas pós-coloniais que mapeou em sua tese.
Entrevistadores: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco
Roteiro: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco
Produção: Ana Clara Tavares e Larissa Farias
Edição: Josemberg Araújo e Thompson Clímaco
Diretor da série: Thompson Clímaco
Coordenadora geral do Vale Mais: Larissa Farias
A Série “Mundos do Trabalho e Independência” é uma parceria entre o LEHMT/UFRJ, o LEDDES/UERJ e o Laboratório de Conexões Atlânticas/PUC-Rio. Nos sete episódios da série, historiadoras e historiadores apresentam pesquisas que destacam a diversidade de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras na história da fundação do Estado nacional brasileiro
. No quarto episódio da série, Marcus Carvalho trata da escravidão na independência e no período subsequente, no auge do tráfico de africanos. Analisa também a diversidade de sujeitos presentes no longo processo de emancipação política do Brasil.
Direção e Roteiro: Felipe A. Souza e Renata Moraes. Gravação e produção: Natalia Gomes e Thompson Clímaco
Ano de produção: 2022 Duração: 12’42’’
Labuta é um canal de vídeos do LEHMT sobre história, trabalho e sociedade _____________ www.lehmt.org
Neste episódio, Adalberto Cardoso, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), apresenta o livro “As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário”, do sociólogo francês Robert Castel. A obra, em uma perspectiva interdisciplinar, analisa as relações históricas entre a “questão social” e os processos de assalariamento. Explora ainda o papel do trabalho e do salário nas tensões entre as estáveis e integrativas zonas de “coesão social” e as zonas de “desfiliação social”, marcadas pela vulnerabilidade e insegurança, marcantes na sociedade contemporânea.
Livros de Classe
Os estudantes de graduação são desafiados constantemente a elaborar uma percepção analítica sobre os diversos campos da história. Nossa série Livros de Classe procura refletir justamente sobre esse processo de formação, trazendo obras que são emblemáticas para professores/as, pesquisadores/as e atores sociais ligados à história do trabalho. Em cada episódio, um/a especialista apresenta um livro de impacto em sua trajetória, assim como a importância da obra para a história social do trabalho. Em um formato dinâmico, com vídeos de curtíssima duração, procuramos conectar estudantes a pessoas que hoje são referências nos mais diversos temas, períodos e locais nos mundos do trabalho, construindo, junto com os convidados, um mosaico de clássicos do campo.