Livro: Uma cidade em Preto e Branco: Relações Raciais, Trabalho e Desenvolvimentismo em Volta Redonda (1946-1988), de Leonardo Ângelo


 Foi lançado o livro “Uma cidade em Preto e Branco: Relações Raciais, Trabalho e Desenvolvimentismo em Volta Redonda (1946-1988)”, de autoria de Leonardo Ângelo da Silva, Doutor em História pela UFRRJ e pesquisador do LEHMT-UFRJ. O livro trata da classe trabalhadora da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), um dos símbolos das mudanças implementadas pela era Vargas. Para a produção na fábrica a CSN interligava matérias-primas e mão de obra de vários estados (MG, SC, SP e RJ), nos revelando um complexo, e se o polo produtor de aço era a localidade de Volta Redonda o discurso de família siderúrgica e paz social abrangia todos as localidades da empresa. Modernidade e progresso são discursos constantes mesmo em tempo de Ditadura, contudo, que outras constantes poderiam ser levantadas para uma empresa iniciada há 53 anos da abolição?

Revisitando o período e as produções é que o autor evidencia a raça-cor da classe trabalhadora e para tanto se utiliza de fotos e periódico da própria CSN, além de entrevistas com personagens da CSN. Assim, se como classe os trabalhadores tiveram acesso à educação e melhores salários, foi como trabalhadores negros que foram excluídos dos clubes da própria fábrica ou inseridos em áreas mais insalubres. A combinação entre raça e classe deixa mais evidente os laços entre o pós-abolição e os mundos do trabalho.

Para adquirir a obra:

Amazon: https://a.co/d/6aDHCqV
Editora Appris: https://www.editoraappris.com.br/produto/6657-uma-cidade-em-preto-e-branco-relaes-raciais-trabalho-e-desenvolvimento-em-volta-redonda-1946-1988

História social das favelas e dos trabalhadores favelados em Belo Horizonte – Samuel Oliveira


Samuel Oliveira, professor do CEFET-RJ e pesquisador do LEHMT-UFRJ, publicou três artigos e participou de um podcast sobre a história urbana de Belo Horizonte e dos trabalhadores favelados.


Em “O ‘desfavelamento’ em Belo Horizonte: política urbana, habitação popular e assistência social”, pela Revista de História Regional, “A imaginação da informalidade urbana e dos trabalhadores no Rio de Janeiro e Belo Horizonte: uma análise dos censos de favelas”, pela Topoi, e “Relações raciais e movimento dos trabalhadores favelados”, pela Varia História, enfatiza-se as políticas urbanas para as favelas na capital de Minas Gerais no pós-guerra e a formação de uma consciência de classe e raça no movimento social dos “trabalhadores favelados” nos anos 1950 e 1960.


No podcast Urbanidades, coordenado pelo Urban-Data Brasil e Centro de Estudos da Metrópole da Universidade de São Paulo (CEM-USP), abordou juntamente com a Prof.Dra Josemeire Alves as relações entre espaço urbano e apagamento da memória negras na cidade.

Links:

“As políticas de ‘desfavelamento’ em Belo Horizonte”. Revista de História Regional. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/rhr/article/view/20067. Acesso em 23 nov.2022.

“A imaginação da informalidade urbana e dos trabalhadores no Rio de Janeiro e Belo Horizonte”. Topoi. Disponível em: https://www.scielo.br/j/topoi/a/3VSkJtdmd8xTGrsjbWNZNff/abstract/?lang=en. Acesso em 23 nov.2022.

“Relações raciais e movimento dos trabalhadores favelados. Varia História. Disponível em: https://www.scielo.br/j/vh/a/HT4DqkrwJxq7JGSLnWLhfYF/. Acesso em 23 nov.2022.

Podcast #77 Memória e Esquecimento nas favelas em Belo Horizonte. Disponível em:
https://open.spotify.com/episode/6nKa14SfAwb9cOtXvoTEb8?si=1b9de79b1b414826&nd=1. Acesso em 23 nov.2022.


Créditos da imagem de capa:  Jornal O Barraco, órgão da Federação dos Trabalhadores Favelados de Belo Horizonte. ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO. Fundo Polícia Política. Pasta 0119.

O PCB e os mundos do trabalho


Acaba de ser publicado o dossiê “O PCB e os mundos do trabalho”, organizado pelo coordenador do LEHMT/UFRJ, Paulo Fontes e por Edilene Toledo (UNIFESP). O dossiê faz parte do número completo do volume 14 (2022) da Revista Mundos do Trabalho. São 12 artigos, além da apresentação feita pelos organizadores. Temas como a participação do partido em eleições, relações raciais e de gênero, trajetórias militantes e a atuação dos comunistas em sindicatos e comunidades operárias específicas compõem um rico e diversificado mosaico de resultados das pesquisas inovadoras sobre a relação entre o PCB e as experiências de trabalhadores/as ao longo do século XX. Um dos artigos publicados, “O médico, a fé e os operários: militância comunista entre traumas, interditos e narrativas históricas” é de autoria de Felipe Ribeiro, professor da UESPI e pesquisador do LEHMT/UFRJ. Esse número da Revista Mundos do Trabalho conta ainda com uma resenha do livro A Cidade que Dança de Leonardo Pereira, escrita por Isabelle Pires, doutoranda do PPGHIS/UFRJ e pesquisadora do LEHMT/UFRJ.

Link para o volume: https://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/index

Livro “Trabalhadoras e trabalhadores: capítulos de história social”, organizado por Fabiane Popinigis e Deivison Amaral.

Em outubro de 2022, foi lançado o livro Trabalhadoras e Trabalhadores: capítulos de história social, organizado por Fabiane Popinigis e Deivison Amaral. Fabiane Popinigis é professora e atualmente coordenadora do Programa de Pós-graduação em História da UFRRJ e pesquisadora associada do LEHMT-UFRJ. Deivison Amaral é professor da PUC-Rio e pesquisador do LEHMT-UFRJ.

A variedade do conjunto de artigos e pesquisas reunidas no livro faz jus à expansão, diálogo e qualidade do campo da história social do trabalho nas últimas décadas. Na orelha do livro, Paulo Fontes, coordenador do LEHMT, afirma que “a estupenda expansão temática e cronológica desta área (…) permitiu incorporar e articular decidida e prioritariamente a escravidão, as relações étnico-raciais, de gênero e a história urbana no coração da disciplina. Temas até pouco tempo raramente associados à história do trabalho, como o trabalho indígena, são objetos de pesquisas instigantes e inovadoras.”

Os capítulos tratam do 1) trabalho dos povos indígenas; 2) gênero, escravidão e liberdade; 3) trabalhadores, política e cidades; 4) desigualdades e os desafios dos mundos do trabalho; 5) além do bônus que é a conferência da historiadora e ativista Eileen Boris. As autorias: Adriano Duarte, Ayalla Silva, Eileen Boris, Gabriela Sampaio, Gláucia Fraccaro, Hélio da Costa, Henrique Espada Lima, Inés Pérez, Juliana B. Farias, Karine Damasceno, Maria L. Ugarte Pinheiro, Mariana Dias Paes, Paula Zagalsky, Rafael Soares Gonçalves e Vânia Losada Moreira.

Documentário Palmares: o povo negro pode dançar | Thompson Clímaco | 2022

Sinopse: Os clubes associativos apresentavam-se como uma das principais alternativas de lazer para os/as trabalhadores/as de Volta Redonda-RJ, mediante o crescimento da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN e concomitantemente da cidade na década de 1960. Entretanto, a realidade e possibilidade de lazer para assalariados/as negros/as era marcada pela segregação racial e racismo. Neste cenário é formado o Clube Palmares, espaço de resistência e divertimento para a população negra da cidade.


Direção, roteiro e pesquisa: Thompson Clímaco.
Produção: FGV-CPDOC, 2022.

Vale Mais #27: Trabalhadoras domésticas organizadas



Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ, que tem como objetivo discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da história social do trabalho.

 O episódio #27 do Vale Mais é sobre Trabalhadoras domésticas organizadas.

Yasmin Getirana, nossa convidada nesse episódio, é graduada em Relações Internacionais, já dirigiu dois curtas-metragens e defendeu, em 2021, uma Dissertação de Mestrado sobre as lutas diárias e a capacidade de organização das trabalhadoras domésticas no Rio de Janeiro. Com o título “Sozinha não posso”: A Associação Profissional de Empregadas Domésticas do Rio de Janeiro (1961-1973), Yasmin defendeu sua dissertação no Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ – PPGHIS-UFRJ, sob a orientação do professor Paulo Roberto Ribeiro Fontes. O recorte temporal da pesquisa tem como parâmetros o ano de criação da Associação no Rio de Janeiro e o ano de aprovação da Lei 5859, que é a primeira lei a estender direitos trabalhistas para a categoria das empregadas domésticas. O trabalho de Yasmin mostra que tanto os caminhos das lutas políticas da categoria, como as histórias de vida das mulheres por ela pesquisadas, não raro, acabam se misturando. E, se por um lado isso não é uma exclusividade dessa categoria de trabalhadoras, por outro fica evidente, ao longo do texto, a importância da luta pelo reconhecimento profissional e o respeito aos direitos de uma categoria que sempre carregou um estigma de não serem vistas como profissionais que são. Ao longo da conversa a nossa entrevistada deixa transparecer a força do trabalho que ela produziu. A entrevista é, assim como a dissertação, necessária. Apreciem.

Produção: Alexandra Veras, Isabelle Pires, João Christovão e Larissa Farias
Roteiro: Alexandra Veras, Isabelle Pires, João Christovão e Larissa Farias
Apresentação: Larissa Farias 

Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora – Vale Mais

Está no ar mais um episódio do Vale Mais, o podcast do LEHMT-UFRJ. Nesta temporada, continuamos convidando pesquisadoras e pesquisadores para discutir projetos, livros e teses recentes que aprofundam debates interdisciplinares sobre os mundos do trabalho. Neste episódio, conversamos com Julimar Mora Silva, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre sua tese "Cosmopolitas do Terceiro Mundo: Redes Laborais, Comunicação Militante e Culturas Transnacionais de Solidariedade entre Moçambique e o Brasil durante a Guerra Fria (1970-1980)", defendida em 2025. A tese recebeu o Premio Anual de Investigación en Estudios sobre África, da Universidad Nacional Autónoma de México e Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2026. Entre outros tópicos, Julimar apresentou as interseções entre mobilidade laboral, internacionalismo proletário e dinâmicas pós-coloniais que mapeou em sua tese. Entrevistadores: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco Roteiro: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco Produção: Ana Clara Tavares e Larissa Farias Edição: Josemberg Araújo e Thompson Clímaco Diretor da série: Thompson Clímaco Coordenadora geral do Vale Mais: Larissa Farias
  1. Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora
  2. Vale Mais #36: ProfHistória, por Marcelo Magalhães
  3. Vale mais #35: Entre o socialismo e o corporativismo, por Aldrin Castellucci
  4. Vale Mais #34: À frente dos negócios: a atuação das viúvas na direção de comércios de secos e molhados na cidade do Rio de Janeiro, por Jéssica Santanna
  5. Vale Mais #33: Jogo, logo existo: Futebol, conflito social e sociabilidade na formação da classe trabalhadora em Rio Grande, por Felipe Bresolin

Artigo “A Fazenda Engenho Novo e a memória negra em São Gonçalo” – Daiana Sousa Santiago e Samuel Oliveira


O artigo intitulado “Fazenda Engenho Novo: história oral e memória negra” foi publicado na Revista TransVesos, por Daiana Sousa Santiago, mestranda em Relações Étnico-Raciais no CEFET-RJ, e Samuel Oliveira, membro do LEHMT-UFRJ.
Através da prática de História Oral do movimento Ocupa Fazenda Engenho Novo, o artigo analisa as experiências negras no município de São Gonçalo. As memórias do cativeiro e da liberdade , bem como as estratégias para conquistas de direitos dos sitiantes da fazenda, são evidenciadas na análise da trajetória de duas famílias negras.
Link: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/transversos/article/view/64555


Crédito da imagem:  Dona Marcolina, de família de sitiantes na Fazenda Engenho Novo, inaugura uma creche com seu nome em 2000. Arquivo Privado da Família de Dona Marcolina.

Livros de Classe #29: A construção da sociedade do trabalho no Brasil, de Adalberto Cardoso, por Tomás Garcia

Neste episódio, Tomás Garcia, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), apresenta a obra “A construção da sociedade do trabalho no Brasil”, de Adalberto Cardoso. Com olhar multidisciplinar, Cardoso pensa a formação de uma ética do trabalho no capitalismo, sobretudo a partir de um diálogo entre as contribuições da história social e temas clássicos da sociologia do trabalho.

Livros de Classe

Os estudantes de graduação são desafiados constantemente a elaborar uma percepção analítica sobre os diversos campos da história. Nossa série Livros de Classe procura refletir justamente sobre esse processo de formação, trazendo obras que são emblemáticas para professores/as, pesquisadores/as e atores sociais ligados à história do trabalho. Em cada episódio, um/a especialista apresenta um livro de impacto em sua trajetória, assim como a importância da obra para a história social do trabalho. Em um formato dinâmico, com vídeos de curtíssima duração, procuramos conectar estudantes a pessoas que hoje são referências nos mais diversos temas, períodos e locais nos mundos do trabalho, construindo, junto com os convidados, um mosaico de clássicos do campo.

A seção Livros de Classe é coordenada por Ana Clara Tavares.

Artigo “O catolicismo e os mundos do trabalho: projetos e práticas no associativismo e no circulismo católico”, de Deivison Amaral e Larissa Corrêa.

Foi publicado o capítulo O catolicismo e os mundos do trabalho: projetos e práticas no associativismo e circulismo católico, escrito por Deivison Amaral e Larissa Rosa Corrêa, ambos professores da PUC-Rio e, respectivamente, pesquisador e pesquisadora associada do LEHMT-UFRJ. O texto parte da compreensão de que é necessário considerar a religião como um elemento de análise das experiências de classe para, a partir da historiografia e de pesquisa empírica, analisar ativismo de militantes leigos católicos e de clérigos nos mundos do trabalho, no Brasil. Para tanto, analisa dois momentos, o primeiro iniciado ainda nos anos finais do século XIX até a institucionalização da Ação Católica Brasileira (ACB), em 1935, foi marcado pela ação de leigos que, influenciados pela doutrina social da Igreja, atuaram junto aos sindicatos e associações de trabalhadores conformando uma cultura militante católica que se colocou como uma opção à militância vinculada às ideias socialistas. O segundo momento, surgido após a institucionalização e hierarquização do movimento decorrente da criação da ACB, com a maior liderança da Igreja Católica e seus clérigos, redirecionou a ação, especialmente para o movimento circulista. A partir desse recorte, as autorias proporcionam uma análise que desvele as relações entre religião, política e classe trabalhadora.

O capítulo é parte do livro Religião e Democracia: desafios contemporâneos, organizado por Américo Freire, Deivison Amaral e Evanize Sydow. O livro reúne pesquisadores e pesquisadoras para analisar diversas temáticas que entrecruzam a relação entre religião e a democracia. Entre os temas, a relação entre gênero, religião e política; o ecumenismo; a religião nas lutas de trabalhadores e trabalhadoras; as CEBs e as pastorais; a relação entre o neopentecostalismo e a política; entre outros. O livro será lançado no dia 8 de dezembro, às 17 horas, na livraria Folha Seca – Rua do Ouvidor, Rio de Janeiro.

Link para a loja virtual da editora Alameda: https://www.alamedaeditorial.com.br/religiao-democracia-americo-freire-deivison-amaral-evanize-sydow

Vale Mais #26: Mulheres bancárias



Vale Mais é o podcast do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho da UFRJ, que tem como objetivo discutir história, trabalho e sociedade, refletindo sobre temas contemporâneos a partir da história social do trabalho.

 O episódio #26 do Vale Mais é sobre Mulheres bancárias.

Neste episódio conversamos com a historiadora Luciana Carlos Geroleti que recentemente defendeu sua tese de doutorado intitulada “Mulheres nos bancos: caminhos da profissionalização e lutas por direitos (1960-2000)”, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sob a orientação da professora Dra. Janine Gomes da Silva. Luciana defendeu em 2019 a tese na qual analisa a profissionalização das mulheres nos bancos e as lutas que protagonizaram por seus direitos. A partir de fontes como jornais de circulação interna do Banco do Brasil, documentos e relatórios do Banco Bradesco, entrevistas de história oral com mulheres bancárias, documentação sindical, dentre outras, a autora nos apresenta reflexões em torno de como as mulheres ao longo do século XX foram construindo seus direitos, utilizando o gênero como categoria de análise. Funções genereficadas, lutas travadas nos locais de trabalho ou no sindicato, condições de trabalho de mulheres bancárias (incluindo as discussões sobre mulheres grávidas), padrões de beleza e comportamento estão entre as diversas questões desenvolvidas pela autora.

Produção: Alexandra Veras e Yasmin Getirana
Roteiro: Alexandra Veras, Larissa Farias e Yasmin Getirana
Apresentação: Yasmin Getirana

Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora – Vale Mais

Está no ar mais um episódio do Vale Mais, o podcast do LEHMT-UFRJ. Nesta temporada, continuamos convidando pesquisadoras e pesquisadores para discutir projetos, livros e teses recentes que aprofundam debates interdisciplinares sobre os mundos do trabalho. Neste episódio, conversamos com Julimar Mora Silva, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre sua tese "Cosmopolitas do Terceiro Mundo: Redes Laborais, Comunicação Militante e Culturas Transnacionais de Solidariedade entre Moçambique e o Brasil durante a Guerra Fria (1970-1980)", defendida em 2025. A tese recebeu o Premio Anual de Investigación en Estudios sobre África, da Universidad Nacional Autónoma de México e Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2026. Entre outros tópicos, Julimar apresentou as interseções entre mobilidade laboral, internacionalismo proletário e dinâmicas pós-coloniais que mapeou em sua tese. Entrevistadores: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco Roteiro: Ana Clara Tavares, Isabelle Pires, Josemberg Araújo, Larissa Farias e Thompson Clímaco Produção: Ana Clara Tavares e Larissa Farias Edição: Josemberg Araújo e Thompson Clímaco Diretor da série: Thompson Clímaco Coordenadora geral do Vale Mais: Larissa Farias
  1. Vale Mais #37: COSMOPOLITAS DO TERCEIRO MUNDO: Redes laborais, comunicação militante e culturas transnacionais de solidariedade entre Moçambique e o Brasil no final da Guerra Fria (1970-1980), por Julimar Mora
  2. Vale Mais #36: ProfHistória, por Marcelo Magalhães
  3. Vale mais #35: Entre o socialismo e o corporativismo, por Aldrin Castellucci
  4. Vale Mais #34: À frente dos negócios: a atuação das viúvas na direção de comércios de secos e molhados na cidade do Rio de Janeiro, por Jéssica Santanna
  5. Vale Mais #33: Jogo, logo existo: Futebol, conflito social e sociabilidade na formação da classe trabalhadora em Rio Grande, por Felipe Bresolin